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não sou lésbica

Eu me apaixonei por um homem. Um encontro, apenas, e foi o suficiente para as certezas do amor. Não digo que o amo, seria o extremo do exagero meu, mas me comprometi, sem querer, emocionalmente por ele. Em segredo, mas sem conseguir disfarçar tanto assim. O meu peito gritava por respostas. 3 semanas, todos os dias e eu sem saber o que viria. Eu tinha que perguntar: cuidei, amaciei, eu perguntei o que somos? Amigos e vamos continuar amigos?. Eu, sem perceber, acessei algo nunca acessado por ele. Eu fui a primeira a fazer essa pergunta. Eu não imagino, considerando a minha vivência romanticamente escandalosa e minuciosamente analisada, como alguém a essa altura da idade nunca recebeu ou nunca fez essa pergunta. Eu dei-lhe um susto. Ele não fugiu da resposta: ele não tinha resposta, ele não sabia. Talvez nunca tivesse olhado para dentro de si por esse ponto. Talvez ele não tenha entendido a minha pergunta, por causa do grande espanto ao ver que tinha que olhar para ali (nunca olhado antes...

Chegamos. Linha de chegada: 10km.

 Hoje estive numa prova de corrida de rua. Fiquei muito feliz com meus resultados: pace 7 e meio, os 10km completinhos e a dopamina e a fome de leão depois. Festejei, conversei muito, sorri muito, curti muito a minha vitória e a dos meus amigos que também completaram a prova. Por incrível que pareça, isso me fez refletir sobre o que vivi... na verdade, há uma semana penso nisso. Caramba! Ela. Será que é sobre ela? Eu acho que nos quase 30 anos eu estou amadurecendo. Sinto falta. Sinto saudades. Os momentos bons. As risadas. Os planos. Os votos de amor sempre renovados. Isso fica como uma carta que escrevi para mim mesma há 15 anos. É bom! Eu não a compreendi em sua totalidade. Eu tentei! Falhei... Eu percebo que fiz o meu máximo pensando num melhor (pra quem?). Ela não me compreendeu na minha totalidade. Não sei se tentou, mas também jamais saberei. Eu acredito que apesar das minhas boas intenções, minhas percepções sobre o que é bom ou ruim me atrapalharam e me fizeram sofrer um p...

Sobre a atualidade pandêmica...

Estamos há quase um ano em pandemia, no Brasil. Em alguns lugares do mundo conta ainda mais tempo. Há muitas expliações sobre a pandemia e sobre o que provocou em nós. Eu sei que não nos vivemos em uma anarquia, no Brasil, e que pessoas em cargos públicos possuem responsabilidade política, social, ética e administrativa . Serviço público é coisa séria. Não digo isso só para os concursados, mas também para os eleitos. Conversei com um amigo de longa data, muito querido por mim, hoje e falamos sobre a situação em Manaus. Há coisas que estão acontecendo em nosso país que poderiam ser evitadas. Há coisas que são desumanas, além das que já acontecem, essas são novas. É uma nova forma de violência. Minha consciência não me deixa sair de casa para qualquer coisa que não seja necessária mais, em respeito aos que estão doente e aos que se foram. Também escutei semana passada, de uma pessoa agora próxima a mim, que na pandemia tivemos mais tempo do que nunca e na minha cabeça só martelava: ...

APRESENTAÇÃO E SAUDAÇÕES

 Saudações! Me chamo Lara, professora em formação. Estudante de universidade pública e defensora do sus. Não coma animais! Este blog foi criado para postagens de minhas indagações, sentimentos e reflexões materializados. Não é destinado a conteúdo científico, embora possa citar alguma pesquisa ou pesquisador. Fique à vontade 💓